sexta-feira, 1 de julho de 2011

Cemitério exótico de famílias mafiosas vira atração na Ucrânia.

No lugar das tradicionais sepulturas com pequenas mensagens, informações sobre o morto e uma simples foto, surgiu uma espécie de competição póstuma.

Uma cidade no interior da Ucrânia ganhou fama por causa do cemitério. Os enviados especiais Marcos Losekann e Sérgio Gilz contam o motivo dessa atração tão diferente.



Parece uma exposição de arte. Obras perfeitas, tudo nos mínimos detalhes. Mas isso é um cemitério, o maior de Dnepropetrovsk no interior da Ucrânia, cidade que durante quase duas décadas foi considerada a capital da máfia ucraniana, uma organização criminosa que surgiu no fim dos anos 80, quando a União Soviética entrou em colapso.

Não demorou para que o cemitério de Dnepropetrovsk começasse a mudar seu perfil. No lugar das tradicionais sepulturas com pequenas mensagens, informações sobre o morto e uma simples foto, surgiu uma espécie de competição póstuma. Cada túmulo maior, mais enfeitado, e mais caro do que o outro.

A máfia ucraniana era dividida em vários grupos que travaram uma sangrenta guerra por poder e território. As famílias não faziam nenhuma questão de esconder a atividade dos parentes mortos. Numa lápide, por exemplo, está escrito pra quem quiser ver: Máfia. Um monumento como esse em tamanho natural, chega a custar o equivalente a R$ 400 mil reais.

Uma empresária, dona de uma fábrica de túmulos, conta que durante o reinado dos mafiosos o número de encomendas chegava a três por dia.

A técnica - que consiste no uso de raio laser pra marcar o mármore um milímetro abaixo da superfície da pedra - só é praticada por poucos especialistas. Uma lápide como esta chega a levar seis semanas para ficar pronta.

Agora que a máfia na cidade praticamente foi dizimada, o negócio sobrevive graças ao interesse esporádico de algumas famílias abastadas. Em Dnepropetrovsk, elas viraram atração turística.

Curiosidade: Segundo a telespectadora russa Ekaterina Navarro que reside no Brasil a quatro anos, uma informação contida na reportagem é divergente.
Ela explica: "-O repórter Marcos Losekann peca na apresentação de uma lápide ao dizer - Está escrito para quem quiser ver: Máfia - Na realidade a palavra em evidência se trata do sobrenome do falecido e nada tem em comum a não ser talvez a pronúncia das palavras." 
A mesma defende seu ponto de vista a respeito do equívoco comparando a gramática dos dizeres: "-Na sepultura encontra-se entalhado a palavra (Мармура - Mármore) ao invés de (мафiя - Máfia.)"

Fonte: Jornal Floripa